segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Capitulo 4º: A sad, sad situacion

“A noite de domingo um crime que aterrorizou mesmo os mais experientes policiais tomo conta dos noticiários de nossa cidade, a policia recebeu um chamado de uma menina que ao telefone pediu socorro.
Sabiam que alguma coisa podia estar acontecendo mas não tinham muita certeza do que poderia estar acontecendo.
Duas viaturas da policia juntamente com mais uma ambulância se deslocaram para o local de onde vinha o sinal do telefone, chegando no mesmo, acharam uma casa que estava com as luzes, todas elas apagadas, e entrando na casa encontraram, deitada em sua cama, a engenheira civil conhecida por muitos aqui, Rachel Lay morreu ontem aos vinte e oito anos de idade.
Não foi assassinato comum, de acordo com o relatório da perícia e o que falaram os policiais que primeiro viram aquela cena, os cristalinos de seus olhos foram retirados, em toda a sua pele tinham múltiplos cortes superficiais que não levaram a sua morte, porem havia um corte por debaixo do braço que de acordo com o que nos foi dito, penetrou em sua artéria braquial, esse sim a teria levado ao fim, porem no seu rosto não havia nenhum tipo de ferimento.
Também foi encontrado no quarto o corpo de um jovem rapaz, que testemunhas disseram ter visto sair de uma festa com ela, a acompanhando em seu carro.
A morte dele, de acordo com a perícia foi uma morte rápida e não muito dolorida.
A cidade amanhece chocada com a barbaridade desse crime.
Aqui quem falar é Ellen Castro com as noticias do dia”
A chuva caía do lado de fora da casa, e trovejava bastante naquela manhã de segunda-feira, e eu tinha que me arrumar para voltar ao meu trabalho.
Essa cidade estava ficando cada vez mais perigosa, antigamente ser policial era mais fácil, em toda a minha carreira eu nunca tinha visto uma cena que, se quer, se igualaria com a de ontem, eu ainda estava em choque com o que tinha visto. Porém o meu trabalho era proteger pessoas como aquele jovem , ela não tivera nem mesmo a chance de se proteger, e no rapaz que estava caído na sala principal não havia nenhum sinal de batalha, parece que ele morreu sem nem mesmo saber o que era tudo aqui, não pode nem tentar proteger sua anfitriã.
Vesti meu uniforme, peguei minhas chaves, e exausto abri a porta da garagem e entrei em meu carro, hoje eu ia ter mais um longo dia, e estava extremamente cansado, não tive tempo de descansar da noite passada, mal cheguei em casa e já tinha que voltar pro trabalho.
Virei a chave, o carro fez aquele barulho que não me alegrava pela manhã, ele me mostrava que eu estava acordando cedo para mais um dia aonde eu não iria conseguir repousar, cheio de novos casos para fechar, e um monte e bêbados da noite passado que acabaram arrumando confusões.
Em vez de ir direto para o trabalho, passei em uma rua que ficava eqüidistante em relação ao trabalho porém era perpendicular à delegacia aonde eu passava a maior parte da minha vida, Passei na starbucks que ficava ali e pedi um café simples, com um extra de açúcar para me manter acordado.
Chegando no trabalho o assunto era um só, todo mundo estava impressionado com o que tinha acontecido na noite passada. Sendo eu um dos policiais que estava lá na noite passada, já sabia que virarei um dos centro de atenção durante algum tempo, o que era péssimo para mim que sou um tanto reservado.
Policiais novos na corporação ficavam estupefatos com o que tinha acontecido, e ficavam imaginando que a vida de um tira seria mais ou menos como eles viam na televisão quando eram pequenos, e acabavam ficando empolgado ao invés de estarem com medo do que estava acontecendo.
***
Os dias que se passaram depois do ocorrido foram lentos e entediantes, não paravam de aparecer os mesmo tipo de coisas, nada de mais.
Aonde eu passava durante a ronda pessoas me perguntavam sobre o caso, porém eu não tinha sido autorizado a falar nada sobre ele. O caso ficaria durante um bom tempo restrito somente a policia, estávamos tentando pegar o criminoso que fizera isso, mas mesmo depois de muitas analises, e buscas por pistas que os peritos fizeram na casa não encontraram nada. Nos já estávamos sem saber o que fazer, a população pedia desesperadamente por uma resposta pra esse crime, as ruas estavam quase sempre vazias, todo mundo tinha ficado com medo do que acontecera.
Enquanto isso, o jornal da cidade dava desculpas xulas e tentava convencer a população de varias coisas, nada que você não veja no jornal da sua cidade, todo aquele sensacionalismo e aquela idéia que eles queriam transmitir de que realmente se importavam com o que estava acontecendo, mas na verdade só se importavam se você estava assistindo ou não. Falavam de novidades sobre o caso sem nem mesmo saber o que estava falando, inventavam qualquer coisa para prender as pessoas na televisão.
“Tivemos um chamado de socorro. Todos os policiais que estiverem perto da casa por favor se dirijam a ela.”
O endereço aparecia em um GPS que ficava preso mais ou menos no meio do vidro da frontal do carro, e não estávamos muito longe.
“iuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiuiu”
ligamos a sirene do carro para chegarmos mais rápido no local aonde teria acontecido o crime, no carro eu estava dirigindo e ao meu lado direito estava Derek, que era meu parceiro a mais ou menos cinco anos. Não era bem o tipo legal de cara, mas como também nunca fui, não me importo com o jeito rabugento dele de ser.
Era uma casa estranha, com muitas arvores no terreno, não tinha muita vizinhança ao redor, ficava em um novo local de casa que ainda estava em construção na cidade. De umas cores frias, como o bege, salmon, azul claro... não era uma casa chamativa, tinha um porte mais resguardado, de forma alguma seria imponente.
Ainda era dia, o sol não estava mais a topo, diria que eram mais ou menos umas cinco horas da tarde.
“Tum Tum Tum”
“aqui é a policia, por favor abram a porta.”
Ninguém vinha.
Dei uma espiada pelas janelas do andar inferior mas não via nada lá dentro. Me distanciando um pouco mais da porta tinha vi algo estranho na janela do segundo andar. Apertei um pouco os olhos e vi o que não esperava.
Novamente, era uma menina, por um momento achei que seria minha imaginação tentando me pregar uma peça, mas era real.
“RAPIDO, ENTRE DENTRO DA CASA!”
Arrombamos a porta e corremos para o segundo andar da casa tentando encontrar o quarto aonde a tinha visto, era o ultimo quarto do corredor, mesmo um pouco longe eu conseguia ver as manchas de sangue no chão.
Chegamos na porta, e vi aquela menina apoiada em seus joelhos, ela olhou para mim com um olhar de desespero, vi o tórax dela se enchendo, ela fechou os olhos, expirou, e caiu no chão morta.
Chamamos a ambulância, ligamos também para a central da polícia pedindo reforços porque se déssemos sorte quem tivera feito aquilo ainda estaria por perto.
Desci correndo degrau por degrau da escadaria, puxei o revolver que estava em meu coldre, e comecei a vasculhar a casa a procura de alguém, nada,nada, em lugar algum. Na sala eu vi uma pequena seringa, mas resolvi a deixa lá para não atrapalhar na investigação da perícia. Corri para fora de casa, a área lá era muito grande, eu não sabia nem mesmo por onde começar a procurar, corri sem esperanças por todas as direções, mas novamente, tudo o que achei, foi nada.
Distante dali comecei a ouvir o barulho das sirenes policiais e da ambulância que corriam para chegar àquele lugar.
Ajoelhei-me, aquilo foi muito forte para mim, eu não sabia o que fazer. Eu fiquei sem palavras.
Ela era tudo o que eu tinha.
Aquela menina, Susan era minha.
Susan era minha... Minha filha.

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